domingo, 27 de outubro de 2013

Minha estréia em águas internacionais

Caros amigos,

Hoje este post é dedicado a falar da minha estréia fora do Brasil no mundo do mergulho. E que estréia!

St. Maarten/Saint Martin no Caribe foi o destino escolhido para esta aventura (clique aqui e leia meu post anterior). Nada mais inspirador do que o mar caribenho, com visibilidade que pode chegar tranquilamente aos 50 metros. Águas com diferentes tons de azul, minha cor preferida. E eu não poderia ter realizado meu primeiro mergulho fora das terras tupiniquins sem algum outro diferencial. O que torna este mergulho tão especial? Além de terem sido os mergulhos de número 49 e 50 em meu LogBook, foi especial porque fiz o Shark Dive, sim, mergulho com os tubarões caribenhos-de-recife, mas isto será tema de outro post em breve.

Mas vamos ao primeiro mergulho que realizarei nas águas de St. Maarten, o de número 49 do meu LogBook.

Quando fechei com minha esposa o destino caribenho de nossas férias, comecei a procurar as operadoras de mergulho da Ilha, e eis que graças a alguns links das revistas Mergulho e Divemag, cheguei a operadora Ocean Explorers. Um casal de brasileiros, Jeferson e Luciana, que decidiu adotar a ilha como seu novo lar e resolveu viver deste mundo incrível. Jeferson é o cara que realiza o Shark Dive. Desde então passei a me comunicar com eles por e-mail para fechar todos os detalhes desta incrível aventura. Gostei muito da operação com eles que parte de Simpson Bay, porém, creio que o contato constante com turistas gringos, pois os brasileiros ainda pouco viajam para mergulhar nesta região, e a vida junto aos holandeses e americanos, deve tê-los feito esquecer toda a alegria e forma calorosa como nós brasileiros recepcionamos os outros, e ainda mais quando encontramos nossos conterrâneos fora do país.

Saindo então da Simpson Bay, onde fica a operadora, partimos na embarcação Ocean Explorer rumo ao primeiro ponto, onde faríamos um mergulho adaptativo antes do Shark Dive. Fomos a um ponto próximo a Maho Bay Beach, a mesma praia do aeroporto, onde descemos até uma profundidade de 27 metros e visitamos o naufrágio Porpoise. Enfrentamos uma água com 27 graus de temperatura, visibilidade de cerca de 30 metros e entre a superfície e os 4 primeiros metros uma correnteza moderada a forte, o que nos fez mudar a forma de cair na água e voltar para a embarcação. Foram 37 minutos de puro encantamento com aquele azul incrível e a areia branca.

O que me preocupava em fazer estes mergulhos não era o que eu iria encarar debaixo da água, uma vez que os últimos episódios no Victory 8B, e o fato de eu ter feito um último mergulho em pouco tempo na represa de Paraibuna, me deixaram tranquilo para descer. Mas o que me preocupava era a dificuldade com o idioma, estava tentando me concentrar ao máximo para entender as instruções e não fazer nenhuma bobagem.

Diferente do que é feito no Brasil, a operadora antes de cairmos na água não formou as respectivas duplas, logo, ficamos todos em grupo. Me mantive muito calmo, inspirando e exalando o ar muito tranquilamente. Antes de descer estava em dúvida se levava as minhas duas câmeras, uma Sony WS310 e a GoPro que havia comprado recentemente. Por recomendação do Jeferson preferi ir somente com a GoPro fixada na cabeça.

Aprendi mais uma lição com esta empreitada, o uso dos pesos no lastro. Com roupa semi-seca eu uso geralmente 8kg, logo, pensei que usaria o mesmo peso. Porém, eu estava estreiando uma bermuda de neoprene de 5mm que comprei na ilha e uma simples camiseta, afinal, com esta temperatura de água não precisaria usar a minha semi-seca de 5mm, que inclusive não levei para lá, pois pesquisei antes como poderia ser. Quando descemos o Jeferson viu que eu estava muito pesado e me ajuda a tirar peso, ficando com somente 03 kilos.

O Porpoise é um naufrágio bem pequeno, mas rico em vida marinha. Graças a visibilidade era possível identificar cada parte da embarcação perfeitamente. Vimos uma linda Raia, um pequeno Camarão e o agora temível Peixe-Leão, que vem destruindo parte dos recifes no Caribe.

Enfim, um bom começo em águas internacionais.

Até a próxima!!!


Vídeo que fiz com a minha Go Pro fixada na cabeça


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