domingo, 11 de agosto de 2013

Minha homenagem a um dos responsáveis pela minha paixão pelo mergulho

Caros amigos,

Peço licença, mas hoje eu precisava colocar em texto uma parte das lembranças que guardo de meu querido pai, Odair Guggenberger, que nos deixou em outubro de 2004.

Meu pai é uma grande fonte de inspiração, talvez senão o maior, mas um dos grandes responsáveis pela paixão que estou cultivando sobre o mergulho.

Desde pequeno eu sempre convivia com suas nadadeiras, máscara e snorkel, pois ele adorava o mar, a água. Chegou a ser salva-vidas nas piscinas da gloriosa Portuguesa de Desportos. Sempre que eu o via nadando numa piscina, ou quando caia pro mar, eu sempre pensava "um dia quero nadar como ele". Quando criança, ele fazia questão de que a gente pudesse fazer natação no CAR, antigo clube dos funcionários e familiares do Banco Francês e Brasileiro, que ficava próximo de minha casa. E sei o quanto ele lutava para manter dentro do curto orçamento familiar o pagamento da mensalidade do clube para que eu e meus irmãos pudéssemos frequentar o clube e ter uma vida esportiva digna, e claro, uma de suas motivações era por ver a nossa alegria de brincar naquelas piscinas.

Lembro-me com carinho dos finais-de-semana, ou daquele mês de janeiro, que passamos em família na Praia Grande, num época em que a gente podia frequentar a praia sem se preocupar com a segurança ou com toda aquela lotação dos dias de hoje. E dentro destas lembranças poder caminhar ao seu lado e de meu avô João David Guggenberger. Aquelas longas caminhadas eram ricas de conversas e escutas sobre as histórias da família, momentos de transmissão de valores, algo que a nossa sociedade contemporânea está perdendo brutalmente.

Há um ano e meio atrás fiz meu primeiro mergulho. O local foi a Ilha Vitória no litoral norte de São Paulo (veja post sobre o check-out clicando aqui). E durante a descida, durante o trajeto eu me lembrava sempre do meu velho, que com toda a certeza se estivesse vivo seria o meu grande dupla, aquele com quem eu dividiria as belas aventuras e visões que tive em todos os mergulhos.

Sempre em todos os mergulhos eu me lembro de meu pai. As descidas para este mundo profundo e encantador, são momentos de conversas consigo mesmo, onde eu sempre falo comigo sobre lindas espécies que vejo e como ele ficaria encantado ao vê-las. Nos meus momentos de apuros sempre peço para que olhe por mim e me ajude a superar as dificuldades ou os meus medos.

Enfim meus amigos, há tempos eu sentia vontade de falar um pouco mais sobre as minhas referências, as minhas inspirações para o mergulho, e nada mais propício do que o dia de hoje, Dia dos Pais, para esta homenagem.

Até a Próxima!


Odair Guggenberger, meu pai, ídolo e inspiração


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