terça-feira, 2 de outubro de 2012

Mergulho x Mundo Corporativo?

Caros amigos leitores, hoje resolvi escrever um post com uma reflexão que tenho feito muito interessante.

Tenho pensado muito sobre como levar os meus aprendizados com a prática do mergulho para o mundo corporativo. Sim, o que estas duas coisas devem ter em comum?

Este é um esporte muito intenso e de auto-conhecimento o tempo todo, pois você o tempo todo está atento aos procedimentos, ao script que deve seguir, e também reconhecendo os limites de seu próprio corpo.

Mas o principal aprendizado na minha opinião, é a auto-suficiência. Assim como no livro O Último Mergulho vários relatos sobre bobagens cometidas por mergulhadores experientes lhe custaram a própria vida, por acharem que já sabiam todos os procedimentos, que não precisavam aprender mais nada. O mesmo ocorre no mundo corporativo. Quanto mais auto-suficiente se torna um gestor, um profissional, mais propenso a cometer erros e consequentemente podem custar suas vidas, neste caso, seus empregos. Por isso, você deve estudar constantemente, visualizar situações futuras, planejar. Por isso, gosto muito de seguir um dos ensinamentos de Sócrates, o filósofo e não o jogador, "só sei que nada sei, porque nada sabei". Se você adota este mantra para a sua vida, pode ter certeza de que no mergulho e no mundo corporativo poderá se desenvolver mais e mais.

Seguir seus instintos e o prazer pela descoberta são outras habilidades muito importante que você estimula bastante praticando este esporte. Cada descida para o fundo do mar é uma situação única. Nunca um mergulho é igual ao outro, mesmo que você passe pelos mesmos pontos. Por isso, pensar por qual direção seguir, estar atento aos sinais dados pelas águas, como a visibilidade, a temperatura, os sedimentos etc. Mas, a medida em que vai observando as espécies, o comportamentos dos peixes, mais e mais fica encantado em passear nas profundezas do mar.

Observar os peixes, corais, e outros animais marinhos é um exercício muito curioso também. O mesmo ocorre no mundo corporativo. Observe os perfis das pessoas que trabalham ao seu redor, em sua equipe, e vai encontrar características similares. Uns gostam de se mostrar para o mergulhador, o famoso puxa-saco, outros são imprevisíveis e quando você menos espera te armam um ataque, qualquer semelhança com algum colega desleal é mera coincidência.

Saber a hora de parar e uma outra lição fundamental que deve ser analisada. Não é muito fácil na hora H se recusar a descer, ou já embaixo d´água, abortar o mergulho, ainda mais depois de todo o seu investimento financeiro, o tempo da viagem, as companhias. Logo, saber a hora de ir embora, de abortar a sua missão em determinada empresa também não é um exercício simples, uma vez que você investiu seu próprio dinheiro para se capacitar, seu tempo que deixou de estar com a família para ficar até depois das 21 horas trancado em reuniões tomando estressantes decisões entre outras coisas.

Enfim meus amigos, eu venho com frequência os departamentos de recursos humanos investirem em ações para integrar suas equipes como torneios de futebol inter-áreas, gincanas e etc. Mas pensem, não basta trabalhar em prol de equipes de alta performance, mas é preciso investir em pessoas de alta performance, e é por isso que acredito que o mergulho é um esporte fascinante para o auto-conhecimento.

É isso aí, espero que este post ajude-os a pensarem e se auto-conhecerem.

Até a próxima!



Um comentário:

  1. Em breve devo escrever mais um post sobre o que tenho aprendido entre o mergulho e o mundo corporativo. Mais e mais insights.

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